Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus. Homens seguem a razão, Mulheres seguem a emoção. Homens devem demonstrar força, Mulheres devem demonstrar ternura. Estas afirmações que nos cercam e soam como verdades absolutas, na realidade não passam de mitos, buscando de uma maneira sutil a desvalorização do "feminino", que é sempre o "menos"... em relação ao "masculino".
Homens e mulheres tem suas diferenças - SIM! Mas essa ditadura, por exemplo, de que "homem não pode demonstrar suas fraquezas nem o menor sinal de sensibilidade" é uma visão preconceituosa impedindo que as qualidades "femininas" ou "masculinas" sejam atributos do ser humano em sua globalidade.
A distinção feita entre o que pertence ao universo feminino e ao masculino deve-se a diversos fatores sociais e históricos.
No Ocidente, dois grandes pólos culturais e potências mundiais em diferentes épocas, tem algo em comum: o tratamento dado à mulher.
Na Grécia Antiga, a mulher era vista como uma escrava, executava apenas trabalhos manuais e não possuía direito à liberdade. Sua função primordial era a reprodução da espécie humana. Vivia sob estreita vigilância, vendo o menor número de coisas possível, ouvindo o menor número de coisas possível e principalmente, fazendo o menor número de perguntas possível. Estando tão limitado o horizonte da mulher, era ela excluída do mundo do pensamento, do conhecimento, tão valorizado pela civilização grega.
Em Roma, seu código legal instituiu o "paterfamilias", a quem era atribuído todo o poder sobre mulher, filhos, escravos, a discriminação da mulher. O Direito aparece, nitidamente, como um instrumento de legitimação da inferioridade da posição social da mulher romana.
Povos considerados não tão desenvolvidos, sociedades tribais como as da Gália e da Germânia, no entanto, permitiam às mulheres um espaço de atuação semelhante ao dos homens. Faziam a guerra, participavam dos Conselhos Tribais, ocupavam-se da agricultura e do gado, construíam suas casas. Atuavam também como juízas, inclusive de homens.
Na América, entre os Iroqueses e Hurons não havia uma divisão estrita entre economia doméstica e economia social. Não havia o controle de um sexo sobre o outro na realização de tarefas ou nas tomadas de decisões.
Atualmente, pesquisas em diferentes países revelam que as mulheres tem mais escolaridade que os homens, dominam o mercado de trabalho em diversos setores, até nos considerados exclusivamente masculinos, são independentes, conhecem seus direitos e brigam por eles, e no Brasil, muitas são chefes de família.
Como dizia Virginia Woolf:
Na Grécia Antiga, a mulher era vista como uma escrava, executava apenas trabalhos manuais e não possuía direito à liberdade. Sua função primordial era a reprodução da espécie humana. Vivia sob estreita vigilância, vendo o menor número de coisas possível, ouvindo o menor número de coisas possível e principalmente, fazendo o menor número de perguntas possível. Estando tão limitado o horizonte da mulher, era ela excluída do mundo do pensamento, do conhecimento, tão valorizado pela civilização grega.
Em Roma, seu código legal instituiu o "paterfamilias", a quem era atribuído todo o poder sobre mulher, filhos, escravos, a discriminação da mulher. O Direito aparece, nitidamente, como um instrumento de legitimação da inferioridade da posição social da mulher romana.
Povos considerados não tão desenvolvidos, sociedades tribais como as da Gália e da Germânia, no entanto, permitiam às mulheres um espaço de atuação semelhante ao dos homens. Faziam a guerra, participavam dos Conselhos Tribais, ocupavam-se da agricultura e do gado, construíam suas casas. Atuavam também como juízas, inclusive de homens.
Na América, entre os Iroqueses e Hurons não havia uma divisão estrita entre economia doméstica e economia social. Não havia o controle de um sexo sobre o outro na realização de tarefas ou nas tomadas de decisões.
Atualmente, pesquisas em diferentes países revelam que as mulheres tem mais escolaridade que os homens, dominam o mercado de trabalho em diversos setores, até nos considerados exclusivamente masculinos, são independentes, conhecem seus direitos e brigam por eles, e no Brasil, muitas são chefes de família.
Como dizia Virginia Woolf:
"As mulheres serviram todos estes séculos como espelhos possuindo o poder de refletir a figura do homem duas vezes maior que seu tamanho natural".

Muito bem colocada a questão do machismo através do tempo e das civilizações. Isso mostra o quanto o poder da força tem predominado sobre a razão. Em civilizações anteriores a Romana a mulher tinha a função de sacerdotisa. Com o advento das cruzadas, milhares de mulheres eram queimadas vivas, apontadas como bruxas, as vezes por uma acusação leviana de algum homem, ou por ter rejeitado uma relação afetiva com eles. Felizmente a questão está mudando, e há algumas décadas a mulher começou a reconquistar seu merecido espaço.
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